Cirurgia de Fimose

Cirurgia de Fimose 2017-06-10T11:36:30+00:00

Project Description

Fimose é o nome dado ao estreitamento da pele do prepúcio que dificulta a exposição da glande e sua adequada higiene.

Esta dificuldade de retração do prepúcio pode ser de vários graus. Desde aquele estreitamento prepucial mais leve, onde a exposição da glande é feita com dificuldade, desconforto e dor por causa do leve estreitamento do prepúcio, até aquele grau onde há impossibilidade total de retração da pele do prepúcio e exposição da glande. Costuma-se numerar de 1 a 4 os graus de dificuldade para esta retração, mas não vamos entrar em detalhes mais técnicos visto que não é este o objetivo desta página.

Do jeito que se vê o pênis na Figura 1, não é possível se fazer o diagnóstico de fimose, pois excesso de pele não é fimose ! Há que se puxar o prepúcio para trás (Figs. 2 e 3 ) e ver se o prepúcio passa sem dificuldades. Se não passar, como nas figuras 2 e 3, o diagnóstico de fimose está feito !

Existem graus intermediários de estreitamento do prepúcio que podem confundir o diagnóstico e, mesmo assim, causar desconforto e dor à retração da pele. É o que ocorre no menino da figura 4.
A mãe sempre foi orientada a puxar a pele do prepúcio para trás na tentativa de “soltar” a fimose e assim, evitar a cirurgia. Ora, esta orientação é equivocada, pois a pele inicia processo de lesão epitelial que se cronifica, provocando progressivo desconforto às tentativas de retração e não cooperação da criança.

Muito freqüentemente, estas crianças evoluem apresentando processos inflamatórios e de infecção (balanopostite), que se cronificam, caracterizados por acentuado inchaço e vermelhidão do prepúcio, dor ou ardência para urinar o que leva os pais a optar pelo tratamento cirúrgico definitivo.

O contrário ocorre com o pênis da figura 5. Neste caso o prepúcio está apenas aderido à glande e não está estreitado. A dificuldade de retração aqui se dá apenas pela aderência prepucial e não por fimose ! Nestes casos as manobras de retração forçada (as chamadas massagens que discutiremos mais a seguir), apesar de dolorosas, irão fazer com que a pele se descole e a retração possa ocorrer, não necessitando de cirurgia.

FOTO MOSTRA PELE DO PREPÚCIO RECOBRINDO GRANDE PARTE DA GLANDE E MEATO URETRAL.

FOTO MOSTRA PELE DO PREPÚCIO APENAS ADERIDA Á GLANDE, SEM SINAIS DE ESTREITAMENTO PREPUCIAL.

Cuidado

Uma orientação muito difundida a respeito de fimose é a tal da massagem para soltá-la.
Estatisticamente, apenas uma pequena minoria (4 – 7%), dos meninos permanece com a fimose além do primeiro ano de vida. Por exemplo: se você fizer a tal da massagem em 100 meninos terá “sucesso” com este tipo de procedimento na grande maioria deles, não é ? Pois não tinham ou não teriam fimose, não importando o que se faça em seus prepúcios. Daí a idéia equivocada de que a massagem “resolve” fimose !

Uma complicação mais simples e comum da massagem são as fissuras da pele do prepúcio que podem ocorrer. Estas fissuras sangram, podem doer, melhoram com tratamento clínico e cicatrizam até que rapidamente. Mas, em contrapartida, aumentam o estreitamento prepucial !
Uma outra complicação, só que bem mais grave, decorrente da massagem é a PARAFIMOSE.

Esta é a condição na qual a pele que é retraída totalmente, passa com alguma dificuldade pela glande e não volta para frente, isto é, o anel fimótico* fica apertando o pênis atrás da glande, edemaciando a mucosa e com o tempo (algumas horas), compromete sua circulação.

Esta condição requer tratamento cirúrgico de urgência se as tentativas de redução manual não resolverem (vide figuras ao lado).

Cirurgia Clássica da Fimose

Trata-se de uma cirurgia que leva aproximadamente 30 minutos para ser realizada, o pós-operatório é um pouco conturbado, pois a glande exposta está muito sensível e sua manipulação torna-se difícil pois o menino não deixa mexer para fazer os curativos necessários.

Há mais de 12 anos adotamos, para a cirurgia da fimose, a técnica do Plastibell®. Trata-se de um anel plástico, que é introduzido ao redor da glande (sem apertá-la), por dentro do prepúcio e amarrado com um barbante próprio. Este nó vai cortando a pele e dentro de aproximadamente 10 dias todo o conjunto cai, deixando uma cicatriz mais estética. Mas o mais importante neste dispositivo idealizado há mais de 30 anos para a circuncisão é que é uma técnica cirúrgica rápida (por volta de 5 minutos – sem contar o tempo anestésico), higiênica, pois não precisa de curativos (apenas passar uma pomada lubrificante e anestésica), e o anel se desprende espontaneamente, deixando uma aspecto pós-operatório mais cosmético.

PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO .PLASTIBELL JÁ COLOCADO E AMARRADO.

PERFIL MOSTRA QUE A GLANDE PERMANECE COBERTA PELA PRÓPRIA PELE DO PREPÚCIO, SERVINDO COMO CURATIVO NATURAL.

ASPECTO DO “CURATIVO” COM A POMADA QUE SERÁ UTILIZADA VÁRIAS VEZES POR DIA.

A SETA MOSTRA O ANEL DESCOLANDO E DEIXANDO UMA CICATRIZ CIRCULAR, SEM MARCAS DE PONTOS.

AQUI, O PLASTIBELL JÁ ESTÁ QUASE CAINDO DANDO UMA BOA IDEIA DE COMO IRÁ FICAR A CICATRIZ APÓS O EDEMA SUMIR.

ASPECTO ESTÉTICO APÓS 4 MESES DA OPERAÇÃO. O ANEL PREPUCIAL É LARGO,PERMITINDO A EXPOSIÇÃO DA GLANDE COM FACILIDADE.

Durante o processo de queda do anel, o pênis fica edemaciado, avermelhado, mas não há qualquer dificuldade para urinar por causa disso. Esta inflamação é importante para que o anel caia espontaneamente, sem que seja necessário ser retirado pelo médico.

As fotos A e B, ao lado, mostram o aspecto definitivo do pênis após a cirurgia na sua grande maioria.

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